Você sabe identificar deficiências nutricionais na lavoura de milho? Davi Tavares, Coordenador de Serviços Técnicos da Santa Helena Sementes explica mais sobre o assunto no Santa Dica de hoje.
Para cada Dúvida do Agro, uma Santa Dica para você:
Deficiência Nutricional na Lavoura de Milho
A melhor forma de identificar a deficiência nutricional é observar onde ela está localizada e como evolui ao longo do crescimento do milho. Os nutrientes podem ser divididos em duas categorias: são classificados como móveis ou pouco móveis em relação ao floema da planta.
Quando temos nitrogênio, fósforo, potássio e magnésio, que são considerados nutrientes móveis na planta, ao serem exauridos no solo, a planta passa a retirar esses nutrientes dos tecidos mais velhos e translocá-los para os tecidos em desenvolvimento. Dessa forma, a deficiência desses nutrientes será expressa no baixeiro, nas folhas mais velhas.
A deficiência de nitrogênio é caracterizada pela clorose da ponta para a base da folha, no sentido da nervura principal. Essa clorose, seguida de necrose, pode causar o dilaceramento do tecido foliar.
A deficiência de potássio apresenta sintomatologia nas folhas mais velhas, com clorose seguida de necrose. Podemos observar essa deficiência sendo expressa da borda da folha para o centro, diferente do nitrogênio, com um aspecto de queimado.
A deficiência de fósforo se caracteriza pelo arroxeamento e escurecimento da folha, além do acúmulo de antocianinas. Esse processo gera a redução do porte da planta.
A deficiência de magnésio é caracterizada pela clorose internerval, que gera um aspecto listrado nas folhas do baixeiro.
Quando falamos de nutrientes pouco móveis no tecido vegetal, podemos citar cobre, zinco, boro e enxofre. Esses nutrientes são partes estruturais da planta e são dificilmente translocados. Assim, quando ocorre sua exaustão no solo, a planta não consegue retirá-los de tecidos mais velhos, e a deficiência passa a ser notada nos tecidos em desenvolvimento, como as folhas mais jovens.
A deficiência de enxofre é caracterizada pela clorose generalizada das folhas mais jovens, gerando um aspecto de palidez.
A deficiência de cobre, além do aspecto de palidez nas folhas mais jovens, apresenta também folhas com extremidades retorcidas.
A deficiência de zinco mostra folhas com clorose internerval e desenvolvimento de folhas mais estreitas.
Quando falamos de boro, que é um dos micronutrientes mais requeridos pela planta de milho, sua deficiência se caracteriza pela borda da folha serrilhada, nervuras coladas, enrugamento e falha na polinização, o que pode gerar redução da produtividade do milho.
É importante destacar que, mesmo com a identificação precisa da deficiência nutricional, nem sempre é possível realizar adubação corretiva. Por isso, é necessário realizar o monitoramento da qualidade do solo por meio de análises e adotar um manejo preventivo adequado, evitando a perda do potencial genético e das produtividades.
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